Na sua 33ª edição, o Febraban Tech foi The largest technology and innovation event in the financial sector, realizado no Transamerica Expo Center nos dias 27, 28 e 29 June. Com mais de 25 mil participantes únicos, o evento contou com sua maior edição, tendo um aumento de público em 80% quando comparado ao ano passado. O tema central foi IA e the future digital do financial sector.
**“A Bioeconomia e as Oportunidades em uma Sociedade digital” **foi o tema central in this ano, e os sub-temas se relacionavam a “Open Finance, Meios de Pagamento, artificial intelligence e IA generativa, Economia Tokenizada, Dados, Metaverso e Web3, Nuvem, Cibersecurity, Internet das Coisas, 5G, Fintechs, bem como os aspectos ambientais, sociais e de governança (ESG)”, conforme mencionado pelo Febraban.
Ano passado, em 2022, o evento conhecido como CIAB FEBRABAN ganhou um novo nome: FEBRABAN TECH. Porém, neste ano, o seu principal objetivo permaneceu o mesmo, que seria “contribuir para a evolução contínua do financial sector e inserção de todos estes ativos em prol da sociedade”. A edição de 2022 ocorreu no Parque Ibirapuera na Bienal de São Paulo, diferentemente in this ano.
Nossa equipe aqui da INSI estava presente, coletando os melhores insights e frases das palestras mais impactantes. O tema de maior relevância foi a artificial intelligence (IA).
O evento começou com os presidentes dos maiores bancos, Octavio de Lazari Junior do Bradesco, Milton Maluhy Filho do Itaú Unibanco, Tarciana Medeiros do Banco do Brasil, Maria Rita Serrano do Caixa, Mario Leão do Santander, Roberto Sallouti do BTG Pactual e João Borges e Isaac Sidney do Febraban, discutindo sobre as oportunidades da sociedade digital. Como dito por Maluhy Filho, "o novo será legado daqui alguns anos. E temos que aprender a trabalhar com isso."
O restante do evento focou no tema mais inovador do momento: a IA generativa. Acompanhe as palestras que destacamos e aproveite para conferir nosso artigo sobre digital transformation no sistema financeiro.
Dia 1 – 27 June – Febraban Tech
IA generativa: impacto nos negócios e na experiência humana de atendimento ao cliente
No primeiro dia, a palestra “IA generativa: impacto nos negócios e na experiência humana de atendimento ao cliente” da Tânia Cosentino, presidente da Microsoft Brasil, enfatizou o objetivo de disponibilizar essa tecnologia para cada pessoa e empresa, enfrentando challenges reais diários.
Tânia abordou alguns desses challenges, como a cibersecurity e a escassez de talentos e profissionais. Ela ressaltou que, em momentos de incerteza, a única maneira de avançar é através da innovation contínua e acelerada. Além disso, ela mencionou a mudança abrupta do trabalho presencial para o remoto, destacando os benefícios geopolíticos e a redução de carbono associados a essa transição.
A IA é um agente transformador que já existe há algum tempo, Tânia argumentou. Os modelos matemáticos e estatísticos ampliaram o poder da computação, assim possibilitando o aprendizado de máquina, no qual os algoritmos aprendem com os dados.
A security dos dados dos clientes foi outro ponto abordado por Tânia. Muitas pessoas têm receio de usar a OpenAI, mas ela ressaltou a importância de mecanismos de proteção e a criação de uma estrutura de security abrangente e multicloud, com diferentes sistemas operacionais.
A presidente da Microsoft Brasil enfatizou a criação da IA generativa e o uso do "Copilot" em várias ferramentas da empresa. Ela destacou que a IA amplifica as capacidades humanas e mencionou exemplos como o Copilot no Excel, Outlook, Temas e Dynamics 365 Customer Insights. Também abordou o Microsoft Security Copilot, uma ferramenta para garantir a security dos dados contra-ataques cibernéticos, e a falta de profissionais de TI no Brasil. Tânia falou sobre a AI Factory, uma ferramenta que permite criar IA personalizada, e mencionou o GPT-4. Ela reforçou a responsabilidade da Microsoft em cuidar dos dados e encorajou um ambiente ágil e tecnologia segura, transparente e responsável.
ChatGPT, a evolução da IA generativa e os impactos na experiência do cliente
Durante a palestra “ChatGPT, a evolução da IA generativa e os impactos na experiência do cliente”, Alexandre del Rey (Membro do Conselho Consultivo e Cofundador da I2AI), Eduardo Joia (CTO, Financial Services Industry da Microsoft América Latina), Marcelo Ferreira (Gerente-geral da unidade de engenharia e construção de solutions do Banco do Brasil) e Telma Luchetta (Sócia-líder de data and analytics financial services, América do Sul da EY), vários pontos importantes sobre artificial intelligence (IA) e seu impacto nos negócios foram abordados.
Eduardo Joia, CTO, Financial Services Industry da Microsoft América Latina, destacou a importância da fluidez e da democratização do acesso aos dados, ressaltando que isso poderia levar à eliminação de muitos empregos. Há também uma necessidade de treinar a IA com base em documentos, já que a qualidade da informação depende disso.
Alexandre del Rey, Membro do Conselho Consultivo e Cofundador da Associação Internacional da artificial intelligence (I2AI), mencionou que a revolução da IA estava inicialmente silenciosa, mas se tornou mais evidente quando começou a lidar com a linguagem humana. A IA, é uma “mudança de paradigma tão grande, que é igual a Internet que hoje a gente não vive sem”, complementou. A IA tem capacidade de gerar conteúdo com base nas informações e, com isso, as novas tecnologias permitem preparar conversas específicas com os clientes, melhorando o desempenho e a coleta de dados sobre o perfil dos clientes.
Marcelo Ferreira, gerente-geral da unidade de engenharia e construção de solutions do Banco do Brasil, ressaltou a importância da validação dos dados e enfatizou a responsabilidade de cada área nesse processo.
No segmento de programação, Joia ressaltou que houve um aumento de 54% na produtividade de um programador graças à IA, reduzindo em 44% as atividades desempenhadas por eles. Há uma necessidade de regulamentação e governança antes de lançar essas tecnologias no mercado, para evitar riscos para a imagem e a marca, além de riscos para os clientes ao serem expostos a algo inesperado.
Em resumo, a discussão destacou a importância da IA na transformação dos negócios e as considerações necessárias para garantir seu uso ético, eficiente e seguro. Foram abordados tópicos como acesso a dados, personalização, validação de informações, responsabilidade, regulamentação e governança.
Dia 2 – 28 June – Febraban Tech
Sociedade digital, banco digital
“Sociedade digital, banco digital”, com Curt Zimmermann da Next, Fernando Kontopp do Itaú Unibanco e Tushar Parikh do TCS, foi uma discussão de como a sociedade digital está transformando a forma como as pessoas lidam com os bancos, tornando-os cada vez mais digitais. E no Brasil, os bancos estão se adaptando a essa tendência.
Curt Zimmerman, da Next, destacou a importância da security nos produtos digitais, afirmando que fraudes e serviços de má qualidade prejudicam a imagem dos bancos: o “que mais degrada a imagem na prestação de serviço é algo feito de uma forma onde o cliente não se reconhece, onde há uma fraude, onde o serviço queima o filme”.
O desafio da security é cada vez mais amplo e a digitalização é cada vez mais necessária, destacou Fernando Kontopp. Ele colocou que ser um banco digital requer três pilares principais. O primeiro é a agenda de pessoas, ou seja, focar nas necessidades dos clientes em vez de apenas nos produtos. É importante ter talentos diversos em design, engenharia, produtos e dados, que possam criar ofertas de valor percebido pelo cliente. “Precisa de ambiente que permite que essas pessoas que permita aprendizado, que permita testes contínuos de experiências novas para os clientes, em um ambiente seguro onde elas possam ser elas mesmas”, ele concluiu.
Curt destaca que os meios de pagamento serão integrados à jornada do cliente, e o e-commerce terá diversas formas de pagamento. Estima-se que até 2026, 25 bilhões de reais trafegarão na área de Embedded Finance, que se refere à forma como o cliente realiza o pagamento através dos canais em que está presente.
Em resumo, a sociedade digital está impulsionando a transformação dos bancos para o meio digital. A security é fundamental nesse processo, assim como a capacidade de atender às necessidades dos clientes. Os bancos digitais precisam adotar uma cultura inclusiva, promover um ambiente de testes e aprendizado, e incorporar meios de pagamento na jornada do cliente, acompanhando as demandas do mercado e oferecendo solutions integradas de Embedded Finance.
Liderando a innovation em infraestrutura digital com agilidade e resiliência
Por fim, a palestra de Wesley Wang, presidente de Enterprise da Huawei, destacou que esta década será crucial para a digital transformation dos bancos. Há uma grande importância em se ter uma arquitetura de negócios, aplicações e informações, evoluindo para uma arquitetura multi-central, distribuída e de fácil acesso. Wang mencionou que a Huawei está construindo sistemas capazes de suportar 1 milhão de transações por segundo, visando maior eficiência com o uso de artificial intelligence (IA) e Original Equipment Manufacturer (OEM).
Para atender às demandas of the sector bancário, Wang enfatizou a necessidade de sistemas mais rápidos e tecnologia de TI livre de falhas em transações. Os bancos precisam contar com redes elásticas, inteligentes, seguras e robustas para garantir o funcionamento eficiente de seus sistemas. A China está construindo um Joint Innovation Center (JIC), onde a Huawei trabalhará com parceiros e clientes para criar the future da digitalização do sistema financeiro.
Em resumo, há grande importância da digital transformation para os bancos nesta década. A Huawei está desenvolvendo sistemas avançados para suportar um grande volume de transações e enfatiza a necessidade de arquiteturas flexíveis, tecnologia confiável e redes seguras para o setor bancário.
Dia 3 – 29 June – Febraban Tech
Café da Manhã INSI DXi
No último dia, a INSI fez um Café da Manhã no JW Marriott para apresentar os resultados da nossa pesquisa INSI DXi, em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). No evento, Simone Lettieri, CDO da INSI, e Hugo Tadeu, Diretor de Innovation Research Center da FDC (por vídeo), falaram sobre o estudo nacional de evolução digital e innovation de negócios desenvolvido pelas duas instituições. Por fim, Fábio Lins, Superintendente-executivo de innovation, Canais, Pix IA e Open Finance do Banco Original, falou sobre o case de digital transformation de sucesso da INSI no Banco BMG, onde ele foi a liderança do projeto.
No geral, o Febraban Tech 2023: IA e the future digital do financial sector foi uma oportunidade para se atualizar sobre the latest trends e solutions tecnológicas que estão impulsionando a digital transformation no financial sector. A IA, a security cibernética e a busca por arquiteturas eficientes foram temas recorrentes, destacando a importância de uma abordagem estratégica e inovadora para enfrentar os challenges e aproveitar as oportunidades da sociedade digital. Nós aqui da INSI conseguimos nos conectar com parceiros, clientes e novos contatos nesse great event bancário. Até a próxima!