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Reflexões do Gartner IT Symposium/Xpo™ 2025 em Orlando

5 min de leitura24 de outubro de 2025Por Equipe Meta
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O caminho dourado da IA: quando a decisão humana volta ao centro

O primeiro dia do Gartner IT Symposium/Xpo™ 2025 começou com uma mensagem direta: a inteligência artificial só gera valor quando guiada pela precisão humana.

No keynote “Walking the Golden Path to Value”, Alicia Mullery e Daryl Plummer apresentaram o que chamam de “caminho dourado”, ==a trajetória para encontrar, capturar e sustentar valor em um cenário em que a IA se expande mais rápido do que as organizações conseguem absorver==. “Você precisa levar sua própria precisão”, disse Alicia, lembrando que a confiança cega nos modelos ainda é um risco.

Entre os temas centrais, os AI Agents dominaram a discussão. Hoje, 17% dos CIOs já adotaram agentes de IA, e 42% planejam fazê-lo em até 12 meses, mas a maioria ainda opera em tarefas puramente conversacionais. Para o Gartner, isso é insuficiente: o futuro pertence a agentes que decidem e agem, não apenas respondem. Essa virada marca a transição da automação reativa para a inteligência autônoma, ==uma mudança que exigirá não só novos investimentos, mas também novas métricas de desempenho e novos parâmetros éticos.==

Os palestrantes também chamaram atenção para o custo real da transformação. O investimento inicial em IA gira em torno de US$ 1,9 milhão por empresa, mas os gastos crescem rapidamente com treinamentos, gestão de mudança e dados adicionais. Mullery definiu esse efeito como uma “hipoteca de transição”: ==o aprendizado nunca termina, e a busca por precisão precisa virar parte do ciclo operacional.== A recomendação é desenvolver um “kit de sobrevivência da acurácia”, com validações cruzadas entre modelos e uma cultura de aprendizado contínuo.

Por fim, o Gartner alertou para a nova geopolítica da inteligência artificial. ==Grandes provedores como Microsoft, Google e Amazon estão se consolidando como verdadeiras “nações digitais”, controlando dados e infraestrutura em escala global.== Escolher um fornecedor de IA, disse Plummer, “é como se casar, ter trigêmeos e mudar de país ao mesmo tempo”. A mensagem é clara: cada decisão tecnológica hoje é também uma decisão de soberania.

Este primeiro dia do Gartner IT Symposium/Xpo™ 2025 mostrou que a corrida pela inteligência artificial não é sobre velocidade, mas sobre direção. ==As empresas que prosperarem serão aquelas que equilibrarem tecnologia, precisão e propósito, as que entenderem que a IA não substitui o humano, mas amplifica o que ele decide ser.==

Principais previsões estratégicas 2026-2030: como a IA redefinirá decisões, economia e produtividade

Daryl Plummer - Gartner Fellow and senior analyst

O segundo dia do Gartner IT Symposium/Xpo™ 2025, em Orlando, trouxe um panorama provocativo sobre o futuro da inteligência artificial e suas consequências econômicas, éticas e humanas. No keynote Top Strategic Predictions for 2026 and Beyond, Daryl Plummer, Gartner Fellow e analista sênior, apresentou dez tendências que descrevem um mundo onde a IA não apenas apoia decisões, mas passa a tomá-las, moldando mercados inteiros. São elas:

  1. Teste de habilidades na era da IA | 2027
  2. A onda do pensamento preguiçoso | 2026
  3. A ascensão das plataformas digitais soberanas | 2027
  4. IA multiagente atrai clientes | 2028
  5. IA infiltra o procurement B2B (compras e aquisições)| 2028
  6. Automação de decisões com IA pode causar perdas catastróficas | 2026
  7. O dinheiro é o computador | 2030
  8. Agentes de IA transcendem processos | 2027
  9. A governança da IA pode te possuir | 2027
  10. O fim da experiência de produtividade de 35 anos | 2027

Entre as principais reflexões, o Gartner alerta para a atrofia do pensamento crítico. ==Até 2026, metade das empresas globais exigirá avaliações de habilidades cognitivas de seus colaboradores, à medida que o uso massivo de IA generativa reduz a capacidade humana de análise==. Em paralelo, 75% dos processos de recrutamento incluirão testes de proficiência em IA até 2027, ==tornando a fluência tecnológica uma competência essencial e verdadeiro diferencial competitivo==.

Outra previsão marcante é o avanço das plataformas soberanas de IA. Até 2027, 35% dos países estarão presos a ecossistemas regionais, criando blocos tecnológicos controlados por gigantes como EUA, China e União Europeia. Essa fragmentação inaugura uma nova geopolítica digital, onde a escolha de um provedor de IA passa a ser uma decisão de soberania. ==O desafio será equilibrar independência, interoperabilidade e segurança dos dados.==

Plummer antecipou a ascensão dos agentes autônomos de IA, sistemas capazes de negociar, comprar e aprender sem intervenção humana. ==Até 2028, esses agentes devem intermediar 80% das transações B2B, movimentando mais de US$ 15 bilhões em um mercado totalmente mediado por máquinas==. Para as empresas, isso exigirá repensar processos de marketing, procurement e governança, garantindo que seus dados e produtos sejam “legíveis” por agentes digitais.

Destacou ainda que “o dinheiro se tornará o computador”. ==Até 2030, 20% das transações financeiras serão programáveis, com regras e condições embutidas no próprio valor==. Essa “programmable money” transformará contratos, compliance e modelos de negócio, um avanço que promete eficiência, mas também impõe novos dilemas de controle.

Por fim, o Gartner prevê o fim de uma era: ==a experiência de produtividade que dominou os últimos 35 anos será substituída por ferramentas moldadas pela IA==. Interfaces, formatos e métricas de trabalho serão reinventados, e as empresas precisarão de novos modelos de gestão e colaboração.

O recado do Dia 2 é claro: a próxima década será definida não apenas pelo avanço da tecnologia, mas pela capacidade humana de decidir o que manter sob domínio próprio. ==O futuro não pertence às máquinas e sim às organizações que aprenderem a coexistir e prosperar com elas.==

O time impulsionado por IA: repensando como humanos e máquinas trabalham juntos

Complementando as previsões apresentadas por Daryl Plummer, outras sessões do dia mostraram como essa transformação já está acontecendo dentro das equipes. Líderes da Agile Inc. e da Venturus destacaram que ==o futuro do trabalho não se trata de substituir pessoas, mas de combinar a criatividade humana com a precisão das máquinas.==

A Agile Inc. demonstrou como dados e insights gerados por IA podem ajudar líderes a enxergar além dos dashboards, identificando gargalos, prevendo riscos e concentrando esforços nas ações que realmente geram impacto. Já a Venturus trouxe uma visão prática das linhas de frente da engenharia: embora as ferramentas de IA acelerem o código, os testes e as revisões, a inovação genuína ainda depende do julgamento humano, especialmente nas etapas de arquitetura e design.

Ambas as empresas reforçaram que o ==verdadeiro valor da IA surge quando as equipes aprendem a confiar nela como uma parceira de cocriação, e não como um atalho==. Quando bem aplicada, essa parceria reduz esforço, acelera entregas e permite que as organizações trabalhem de forma mais inteligente, não apenas mais rápida.

Principais tendências em Engenharia de Software: a engenharia por trás da revolução da IA

No mesmo dia, o analista Arun Batchu apresentou as principais tendências estratégicas em engenharia de software para 2025, destacando como a IA está se tornando o núcleo das práticas de desenvolvimento. O foco está na transição para uma ==engenharia nativa em IA (AI-native software engineering), onde modelos de linguagem, agentes e plataformas generativas passam a integrar todo o ciclo de vida do desenvolvimento, do design à entrega.==

Principais tendências:

  • Engenharia de Software Nativa em IA (AI-Native Software Engineering): desenvolvimento de aplicações em que a inteligência artificial é parte estrutural do ciclo de vida, com automação de tarefas e apoio à tomada de decisão em todas as etapas, do design à entrega.

  • Plataformas de Engenharia com GenAI (GenAI Platform Engineering): criação de plataformas internas que unificam ferramentas, governança e curadoria de modelos generativos, garantindo segurança, ética e eficiência.

  • Aplicações e Agentes Baseados em LLMs (LLM-Based Applications and Agents): uso de modelos de linguagem como motores de aplicações e agentes autônomos, capazes de executar funções complexas e reduzir o tempo de operação.

  • Engenharia de Software Verde (Green Software Engineering): otimização de código, infraestrutura e práticas de desenvolvimento para reduzir consumo energético e emissões de carbono.

  • Ecossistemas e Modelos GenAI Abertos (Open GenAI Models and Ecosystems): crescimento do uso de modelos abertos e interoperáveis, que reduzem custos e ampliam o acesso à IA, mas demandam novas práticas de governança.

  • Densidade de Talento (Talent Density): times menores, mais qualificados e altamente produtivos, priorizando impacto, inovação e aprendizado contínuo.

  • Automação de Processos com IA (AI-Augmented Development Pipelines): integração de ferramentas de IA nos pipelines de desenvolvimento para acelerar testes, revisão de código e integração contínua.

  • Arquiteturas Inteligentes e Observabilidade (Intelligent Architectures & Observability): uso de dados e métricas inteligentes para aprimorar a previsibilidade, desempenho e confiabilidade das aplicações.

  • Governança e Confiabilidade de Modelos (Model Governance & Trustworthiness): implementação de políticas robustas de monitoramento e validação de modelos de IA em produção.

  • Design Orientado à Experiência e Cocriação (Experience-Driven and Co-Creation Design): foco em experiências personalizadas, colaborativas e cocriadas entre humanos e máquinas, com a IA atuando como parceira criativa.

O Gartner reforça que o futuro da engenharia de software será moldado por três pilares: inovação com IA, eficiência operacional e sustentabilidade tecnológica. ==A era da “engenharia nativa em IA” já começou e as empresas que integrarem agentes, plataformas e governança inteligente sairão na frente.==

Os “problemas perversos” da liderança: IA, geopolítica e confiança executiva

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O segundo dia do Gartner IT Symposium/Xpo™ 2025 terminou com uma reflexão sobre os “wicked problems", desafios complexos que combinam tecnologia, geopolítica e comportamento humano. Segundo o Gartner, 80% dos CEOs já consideram a IA o principal agente de disrupção, mas a maioria ainda luta para gerar valor real, travada por expectativas irreais e dependência de grandes ecossistemas.

A pesquisa Gartner CEO Confidence Index 2025 revelou que 49,6% dos CEOs se dizem hesitantes em agir, reflexo de um cenário de incerteza e pressão por resultados rápidos. O painel destacou que ==a soberania tecnológica e o acoplamento entre energia e nuvem estão redesenhando cadeias globais e criando novos polos de poder digital.==

O avanço da economia programável, com agentes autônomos e dinheiro inteligente, promete transformar transações e decisões corporativas, enquanto a lacuna de confiança entre CEOs e CIOs cresce: apenas 11% dos líderes confiam nos seus CIOs para conduzir iniciativas de IA. ==O Gartner reforça que a próxima década exigirá lideranças capazes de alinhar tecnologia, estratégia e impacto humano.==

Gestão Adaptativa da Mudança: o novo papel da liderança em tempos de disrupção contínua

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O terceiro dia do Gartner IT Symposium/Xpo™ 2025 reforçou um ponto essencial: ==a mudança deixou de ser episódica para se tornar permanente==. Segundo o Gartner, um colaborador enfrenta em média mais de 20 mudanças por ano, enquanto apenas 39% das empresas são eficazes em escalar transformações diante de disrupções.

O analista Shawn Murphy apresentou o conceito de Adaptive Change Management, uma abordagem inspirada em metodologias ágeis e na filosofia “plan-as-you-go”, usada pela NASA em missões como a do rover em Marte. ==O método propõe planejar mudanças em ciclos curtos de 30 dias (“change sprints”), monitorar constantemente sinais de resistência e ajustar as estratégias em tempo real.==

A palestra também destacou que 33% dos líderes consideram a resistência dos funcionários o maior desafio para o sucesso das mudanças, resultado de históricos negativos de transformação e sobrecarga emocional. Murphy enfatizou que o segredo está em cultivar “reflexos de mudança”, ==habilidades que ajudam as pessoas a compreender e regular suas emoções diante da transformação.==

Entre os reflexos citados estão ==identificar perdas associadas à mudança, redefinir a identidade diante do novo, voluntariar-se para experiências inéditas e perceber sinais de adaptação==. Empresas que treinam essas competências aumentam em até 1,7x a chance de adoção saudável da mudança.

Casos como o da Sanofi e da Novartis mostraram como tratar a mudança como um “produto em evolução” com sprints, feedback contínuo e métricas de engajamento ajudam a preservar a confiança e reduzir o impacto emocional durante grandes transformações.

==O recado do dia foi direto: não basta planejar a mudança, é preciso aprender a mudar continuamente.==

Por que projetos de ERP falham e o que diferencia os casos de sucesso

Ainda no terceiro dia do Gartner IT Symposium/Xpo™ 2025, o Gartner apresentou uma análise detalhada sobre o ==alto risco envolvido nas modernizações de ERP e os fatores que diferenciam os projetos bem-sucedidos dos que acabam em fracasso==. O Gartner reforçou que as iniciativas de ERP são as maiores e mais complexas que a maioria dos CIOs liderará ao longo da carreira, exigindo uma visão orientada ao negócio, e não apenas à tecnologia.

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Segundo os analistas, 25% dos projetos resultam em falhas catastróficas, com impactos como falências, perda de clientes, queda de ações e paralisações operacionais. As causas mais comuns incluem benefícios superestimados, subestimação do TCO, personalizações excessivas, prazos forçados e testes insuficientes. A recomendação central é clara: ERP é uma transformação de negócio, não de TI. O patrocínio executivo deve vir do CEO, CFO ou COO, com o CIO atuando como facilitador e guardião técnico.

O Gartner destacou que o erro mais crítico é confundir “ir ao ar” com sucesso. O verdadeiro sucesso é medido pela adoção e realização dos objetivos de negócio, guiados por métricas SMART: específicas, mensuráveis e alcançáveis. Exemplos incluem metas como “fechar o balanço em cinco dias consecutivos, inclusive no trimestre”.

Entre os fatores de sucesso estão:

  • Patrocínio executivo ativo e alinhamento entre áreas de negócio e TI;

  • Gestão de mudança organizacional robusta e superusuários dedicados integralmente ao projeto;

  • Governança “three-in-the-box”, com cliente, integrador e fornecedor de ERP alinhados sob um modelo único de responsabilidades;

  • Foco em configuração, não personalização, especialmente nas camadas fundamentais do sistema (~65% do escopo);

  • Planejamento de cutover e hypercare desde o primeiro dia, com foco em resultados de negócio e não em prazos fixos.

Os casos analisados mostraram que as falhas não decorrem de um único erro, mas da soma de más decisões estratégicas e execução apressada. Já os exemplos positivos, como grandes indústrias e farmacêuticas que trataram a mudança como um produto vivo, com sprints, feedback contínuo e governança compartilhada confirmam que a preparação e o alinhamento cultural são tão determinantes quanto a tecnologia adotada.

==O recado final: “By failing to prepare, we are preparing to pay.” O sucesso em ERP não se mede pelo go-live, mas pela capacidade de transformar o negócio.==

Storytelling Estratégico: como narrativas impulsionam a mudança organizacional

Encerrando o terceiro dia do Gartner IT Symposium/Xpo™ 2025, a palestra “Driving Organizational Change Through Storytelling” destacou um aspecto muitas vezes negligenciado nas transformações corporativas: ==a mudança só se sustenta quando as pessoas compreendem o porquê por trás dela.==

O Gartner reforçou que, em tempos de disrupção constante, dados e argumentos racionais não são suficientes para mobilizar pessoas. Líderes eficazes constroem narrativas que unem lógica e emoção, traduzindo objetivos técnicos em significados humanos. ==Uma boa história cria contexto, desperta empatia e conecta equipes a um propósito maior.==

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Segundo o palestrante, Jose Ramirez, ==as histórias mais memoráveis combinam fatos e sentimentos, permitindo que a audiência se envolva intelectualmente e emoci=. É o que diferencia uma comunicação informativa de uma comunicação transformadora. ==Ao explicar o “porquê” de uma mudança, e não apenas o “o quê” ou “quando”, líderes reduzem resistência, fortalecem a confiança e criam senso de pertencimento.==

Entre os exemplos apresentados, casos reais mostraram como a narrativa certa pode reverter resistência e acelerar adoção. No exército americano, por exemplo, soldados inicialmente rejeitaram novos coturnos mais leves por apego a tradições. Somente quando a história mudou de “eficiência” para “sobrevivência” a aceitação ocorreu. Isso vale para a adoção de tecnologias em empresas: traduzir funcionalidades em benefícios tangíveis, como segurança, colaboração e economia de tempo, é o que transforma dados em decisão.

Outro ponto enfatizado foi o equilíbrio entre dados e emoção. Enquanto métricas comprovam resultados, são as histórias que dão significado a eles. O Gartner lembrou: ==“dados iluminam partes do cérebro; histórias o acendem por completo.”== Essa fusão de razão e emoção é o que move comportamentos e consolida a mudança cultural.

==A mensagem final foi clara: líderes que aprendem a contar boas histórias tornam a transformação compreensível, humana e memorável.==

Redefinindo a modernização: novas histórias de valor impulsionam a mudança

No quarto dia do Gartner IT Symposium/Xpo™ 2025, Howard Dodd trouxe ao palco a provocação de que modernizar não é apenas atualizar tecnologia, é repensar como as empresas constroem valor.

Em um cenário de mudanças aceleradas, Dodd acredita que a chave está em reavaliar o que construir, como construir e a velocidade de adaptação, trazendo a inteligência artificial e a colaboração entre times no centro dessa transformação.

O Gartner destaca três histórias de valor que estão redefinindo essa jornada:

  • Análise impulsionada por IA: as ferramentas de inteligência artificial permitem que especialistas de negócio colaborem com desenvolvedores na criação de especificações mais rápidas, precisas e alinhadas à estratégia corporativa.

  • Plataformas componíveis: a orquestração de componentes reutilizáveis acelera entregas e reduz dívida técnica, permitindo inovação contínua entre times de TI e negócio.

  • Aprendizado dinâmico: transformar o conhecimento oculto em inteligência compartilhada garante decisões mais ágeis e consistentes, sem abrir mão da curadoria humana.

Dodd reforça que “business as usual is riskier than taking action”, ou seja, manter-se no modelo tradicional é mais arriscado do que experimentar novos caminhos. Velocidade, colaboração e inteligência integrada tornam-se, assim, os pilares da modernização orientada a valor.

À medida que as organizações repensam suas arquiteturas e processos, o desafio deixa de ser apenas técnico: é estratégico e humano. ==A modernização ganha novo significado quando conecta pessoas, dados e tecnologia para gerar valor contínuo e é nessa convergência que o futuro das empresas será construído.==

Catalisadores da mudança: o impacto das tecnologias emergentes nas indústrias

No último painel do quarto dia do Gartner IT Symposium/Xpo™ 2025, Mandi Bishop apresentou a sessão “Catalysts for change: future impact of emerging technologies on industries”, destacando como as tecnologias emergentes estão remodelando a forma como os setores operam, competem e evoluem.

Bishop comparou o avanço tecnológico a ondas no oceano: algumas suaves, outras imponentes e a inteligência artificial generativa surge como um verdadeiro tsunami. Cada indústria, explicou ela, navega em mares diferentes: enquanto setores regulados, como saúde e finanças, enfrentam “tempestades regulatórias”, áreas como varejo e educação exploram correntes mais calmas, mas repletas de riscos ocultos.

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Para ajudar líderes a navegar por esse cenário, o Gartner apresentou o EdEffects Framework, que avalia o potencial das tecnologias emergentes segundo dois eixos:

  • Suitability (adequação): o quanto a tecnologia agrega valor ao setor.

  • Complexity (complexidade): o nível de dificuldade para adoção e integração.

A partir dessa combinação, o modelo define quatro quadrantes, Adoptable, Adaptable, Situational e Marginal, que orientam decisões estratégicas sobre onde investir, quando acelerar e o que observar com cautela.

Entre as tecnologias mais promissoras, a IA generativa aparece como o grande catalisador, com 83% das organizações já tendo implantado ou planejando implantar soluções até o fim de 2025, um salto de 11% em relação ao ano anterior. Ela é seguida por Agentic AI, que transforma ganhos de produtividade em resultados financeiros tangíveis; por knowledge graphs, que conectam dados e contextos de forma inteligente; e por modelos de linguagem específicos de domínio (DSLMs), que reduzem alucinações e ampliam a precisão de agentes autônomos.

Bishop também destacou casos concretos de adoção, como assistentes virtuais, baseados em IA generativa, que já estão otimizando o atendimento em seguradoras, reduzindo o tempo médio de resposta de 10 minutos para 1 minuto e diminuindo reclamações em 20%. Em paralelo, surgem as plataformas de cibersegurança preditiva, projetadas para antecipar ataques cada vez mais sofisticados, inclusive deepfakes catalysts.

A especialista reforçou que nem toda tecnologia merece investimento imediato. Inovações como quantum computing e tokenização ainda enfrentam barreiras de custo, maturidade e aplicabilidade ampla, devendo ser acompanhadas mais do que aceleradas.

A palestra encerrou o dia com uma mensagem de direção e responsabilidade: ==avaliar constantemente, investir com propósito e transformar a inovação em resultado mensurável==. Em um mar de possibilidades, as empresas que compreenderem seu barco, seu oceano e suas ondas estarão mais preparadas para chegar ao futuro com segurança.

Compromisso da INSI com o futuro da inteligência artificial

Ao acompanhar de perto o Gartner IT Symposium/Xpo™ 2025, a INSI reafirma seu compromisso em promover a evolução digital com propósito humano. Mais do que acompanhar tendências, buscamos transformar conhecimento em ação, ajudando empresas a aplicar a inteligência artificial de forma estratégica, ética e orientada a resultados reais.

Acreditamos que o futuro da IA não está apenas na automação, mas na criação de valor sustentável conectando pessoas, dados e tecnologia para impulsionar negócios e fortalecer a confiança nas relações digitais.

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